"Marina arregalou os olhos e de repente tudo na sala ficou do jeito que estava. Os dois soldados, debruçados sobre as brochuras que acabaram de receber e que resumiam o que ouviram da senhora gorda, já não pareciam mais ler, já não estavam condenados como quando chegaram, já não passavam de figurantes congelados no presente. Não havia futuro nem apreensão nem medo. Por um instante, nada ia acontecer a ninguém. Não era preciso tomar nenhuma providência para impedir que as coisas acontecessem. Era uma trégua e todos respiravam."
O filho da mãe. Bernardo Carvalho.