terça-feira, 21 de dezembro de 2010

De saber distinguir paz e pasmaceira

Porque sofrer a gente já sabe bem. Agora é preciso aprender (e acostumar-se) a ser feliz.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A vida anda besta. É quando eu me pergunto: quem é que deve dar sentido à vida, ela ou a gente?

Enquanto não encontro resposta, vão se acumulando exames por fazer, multa pra recorrer, cabelo pra cortar, presentes pra comprar, livros pra ler, botões pra pregar. E eu aqui, resistindo, tentando fingir que o ano não acabou, não tão rápido. Acreditando que o corpo mole vai fazer com que o tempo passe mais devagar. Passa não. Já passou.

É que esse ano não foi dos mais satisfatórios, deixou (deixei) muito a desejar. Olho pra trás e vejo um borrão, como se nada tivesse sido definido ao longo de todo um ano. Pessimista, eu sei. E exagerado. Talvez seja medo do que está por vir. O fim, que também é começo. Mas não sou muito afeita a mudanças. Então sinto medo.

Ainda assim, prefiro acreditar na lei do "ano bom, ano ruim". Como se anos felizes e outros nem tanto se sucedessem infinitamente. Aí então o medo se transformará em ansiedade e frio na barriga, e daqui a um ano, quando eu, enfim, chegar ao tal fim/começo, entoarei o mantra dos otimistas. Tudo vai dar certo. Eu sei que vai.

domingo, 7 de novembro de 2010

"ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga

ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa"


In: Distraídos Venceremos. Paulo Leminski.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Velhos amigos velhos

Sentada no banco de trás do carro, voltando de uma festa qualquer em uma cidade próxima, fico admirando duas pessoas enquanto elas cantam Belchior bem alto, e penso: que sorte eu tive em um dia conhecer vocês!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"The truth is something no one really
Wants to hear you say
Just how you doin' and have a nice day"

Eels - Nowadays

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sobre acreditar (e ter certeza)

Não tenho opinião formada sobre muitos assuntos e tenho uma preguiça profunda de quem tem. Por ter medo de cometer uma injustiça, pondero muito antes de chegar a qualquer conclusão, o que, muitas vezes, faz com que não chegue a conclusão alguma. Se não tenho certeza com relação a determinado entendimento, sou facilmente convencida do contrário. Por isso, costumo dar mais de uma chance tanto para mim quanto para outras pessoas. Sei voltar atrás, reconhecer meus erros e pedir desculpa, assim como também sei perdoar.

Se me dizem que alguém é mau ou dissimulado, custo a acreditar. Não que eu seja ingênua (um pouco, talvez), mas é preciso lembrar sempre que a mesma pessoa que consideramos desprezível é muito prezada por um terceiro. Não consigo crer que alguém seja essencialmente mau, que tenha verdadeira vocação para vilão. Pelo menos não no que diz respeito às pessoas que conheço minimamente, que fazem ou fizeram parte da minha vida de alguma maneira.

Assim, por só me convencer da falha - ou ausência - de caráter de alguém depois de muito me esforçar para acreditar em sua verdade, sinceridade, boa-fé (e tantos outros nomes para essa mesma coisa), quando concluo tristemente que essa pessoa não é digna da minha confiança, é muito, muito difícil fazer com que eu mude de ideia.

sábado, 9 de outubro de 2010

Amor é questão de precisão: a gente ama quem precisa da gente, e de quem a gente precisa. Ser amado é ser necessário, nunca supérfluo.