Dos lobos
(da estepe)
Ele trazia consigo o signo dos loucos. Era possível identificá-lo pelo estranho brilho nos olhos. Era um deles, um raro. E encantava, como todos eles. O brilho presente no olhar de um raro é enigmático, irresistível a qualquer leigo. E ela era um deles, uma leiga. Comum, mediana, podia ser identificada pela maneira como desviava rapidamente os olhos se olhada diretamente neles.
Como os dois pólos opostos de um ímã eles se atraem. Fenômeno físico, inevitável se aproximados um do outro. Entretanto, leis físicas nem sempre são aplicáveis às relações humanas. E nessas opostos atraem-se também, mas dificilmente permanecem juntos por muito tempo.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
domingo, 16 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
Casabarco
Took a trip on a houseboat, it was fun, you and me. I know you're really in love with him. Are you up to your knees? I'm always in decline, always changing my lines, always changing my mind. To be a friend is fine.
I won't go sinking this houseboat. It's so hard to believe. He made you smile so easy, so make a smile for me. Will I always be denied? I thought about it last night. Could we baby, honey try to put it right this time? How I've wanted to change!, let you take me home, let you rearrange. To find opportunity you should give yourself to me, you should give yourself to me.
Camera Obscura
Took a trip on a houseboat, it was fun, you and me. I know you're really in love with him. Are you up to your knees? I'm always in decline, always changing my lines, always changing my mind. To be a friend is fine.
I won't go sinking this houseboat. It's so hard to believe. He made you smile so easy, so make a smile for me. Will I always be denied? I thought about it last night. Could we baby, honey try to put it right this time? How I've wanted to change!, let you take me home, let you rearrange. To find opportunity you should give yourself to me, you should give yourself to me.
Camera Obscura
A tal da janela
Não sei se o que estou fazendo é certo. Mas diante da insistente pergunta "é essa sua verdadeira vontade?", preciso admitir que sim. Costumo relacionar vontade com sentimento. Vontades não costumam ser coerentes, vêm do nada, de repente e se esparramam por toda a cabeça, martelam, incomodam, até que sejam realizadas. E é disso, de coerência, que estou abrindo mão ao tentar calar minha razão - que, por sinal, berra desesperadamente indicando o sentido contrário - e me deixar levar pela emoção. Eu, que tanto estimo a tal coerência...
Não sou emocional, pelo contrário, costumo ser muito racional, calculista. É que o errado se mostra tão terrivelmente irresistível algumas vezes que até deixa de parecer tão errado. Mas até para agir de maneira supostamente irracional eu raciocino: se não puder errar aos vinte, vou errar quando?
Não sei se o que estou fazendo é certo. Mas diante da insistente pergunta "é essa sua verdadeira vontade?", preciso admitir que sim. Costumo relacionar vontade com sentimento. Vontades não costumam ser coerentes, vêm do nada, de repente e se esparramam por toda a cabeça, martelam, incomodam, até que sejam realizadas. E é disso, de coerência, que estou abrindo mão ao tentar calar minha razão - que, por sinal, berra desesperadamente indicando o sentido contrário - e me deixar levar pela emoção. Eu, que tanto estimo a tal coerência...
Não sou emocional, pelo contrário, costumo ser muito racional, calculista. É que o errado se mostra tão terrivelmente irresistível algumas vezes que até deixa de parecer tão errado. Mas até para agir de maneira supostamente irracional eu raciocino: se não puder errar aos vinte, vou errar quando?
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Então me vêm à mente tantos outros medos que eu já venci, tão maiores que esse. As cores todas que eu vi. Sofrer, às vezes, perde a graça.
Acabou chorare, ficou tudo lindo de manhã cedinho. (...) Talvez pelo um buraquinho invadiu-me a casa, me acordou na cama. Tomou o meu coração e sentou na minha mão.
Acabou chorare, ficou tudo lindo de manhã cedinho. (...) Talvez pelo um buraquinho invadiu-me a casa, me acordou na cama. Tomou o meu coração e sentou na minha mão.
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