sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Então me vêm à mente tantos outros medos que eu já venci, tão maiores que esse. As cores todas que eu vi. Sofrer, às vezes, perde a graça.



Acabou chorare, ficou tudo lindo de manhã cedinho. (...) Talvez pelo um buraquinho invadiu-me a casa, me acordou na cama. Tomou o meu coração e sentou na minha mão.
Não há sensação pior do que a derrota. Sentir-se incapaz, impotente. É como se houvesse um peso insuportável sobre os ombros, que, vencidos, se deixam cair. E, assim, só o que os olhos vêem é o chão. Qualquer resquício de esperança desaparece. É realmente difícil manter-se confiante em alguns momentos. E é nessas horas que recomenda-se o único bom remédio que eu conheço para dores diversas, especialmente as do coração. Parente próximo do soro caseiro e, assim como ele, sem contra-indicações. Só chorar alivia essa dor que faz parecer que o peito vai explodir. Assim, devagar, o coração vira nuvem outra vez.

sábado, 29 de setembro de 2007

A eterna batalha entre a solidão e a má companhia.

sábado, 15 de setembro de 2007

"Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas. Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta.

O tríplice mistério do stop, que eu passo por e sendo ele no que fica em cada um. No que sigo o meu caminho e no ar que fez e assistiu. Abra um parênteses, não esqueça que independente disso eu não passo de um malandro, de um moleque do Brasil, que peço e dou esmolas. Mas ando e penso sempre com mais de um, por isso ninguém vê minha sacola."

Novos Baianos - Mistério do planeta

domingo, 9 de setembro de 2007

Paralizo diante de meus medos. O gás ligado e o fósforo apagado, o volante e a rua cheia de carros. Solidão é pizza delivery no almoço de domingo em frente à tv. Filme chinês às 7.

sábado, 8 de setembro de 2007

Em sábados ensolarados como esse é que dá vontade de fugir do asfalto, correr pro mato, morar no sítio, como fizeram aqueles cabeludos lá nos idos de 70. E fazer samba, jogar bola - pensar em tudo, só pra não pensar em nada.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Dos círculos

A vida vai carregando a gente pra uns lugares estranhos, sem perguntar pra onde - e se - a gente quer ir. E a gente vai indo, sem perceber até, e deixando o que conquistou pra trás, porque a vida não permite excesso de bagagem. Às vezes, a gente se dá conta e vê as milhares de estradas que a vida construiu, e o caos que há nelas. E dá vontade de parar, voltar atrás. E passar.

As coisas todas se repetem indefinidamente. E se as coisas são sempre as mesmas, não me sinto mais culpada por dizer as mesmas coisas. Os clichês são as coisas das coisas. O relógio velho, a chuva.