quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
sábado, 23 de dezembro de 2006
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
A-ca-bou. Fim das provas, fim da tortura, fim do ano. Agora são férias, sol, sal, samba, suor e cerveja (que bem podia ser com 's').
Não que o verão me atraia, eu deixaria pra mais tarde sem pensar muito. Mas o que realmente importa aqui é o mês de total e completo ócio. Absolutamente nada pra fazer, juntamente com muito tempo pra fazer nada. Amém!
Não que o verão me atraia, eu deixaria pra mais tarde sem pensar muito. Mas o que realmente importa aqui é o mês de total e completo ócio. Absolutamente nada pra fazer, juntamente com muito tempo pra fazer nada. Amém!
domingo, 17 de dezembro de 2006
É como olhar o céu com a lâmpada acesa. Você olha e não vê nada além da cortina preta. Mas basta apagar as luzes e a cortina se abre, revelando um sem fim de luzinhas, como que num grande palco. Quanto mais se olha, maiores parecem ficar. Vaidosas que são, brilham com toda intensidade possível. Cada uma quer para si o centro do palco.
Mas num instante de descuido, uma delas se desprende do teto preto e cai. Não sem deixar um risco cintilante por onde passa, até desaparecer completamente. A saída triunfal.
Mas num instante de descuido, uma delas se desprende do teto preto e cai. Não sem deixar um risco cintilante por onde passa, até desaparecer completamente. A saída triunfal.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Será que aquela história de que, à beira da morte, nossa vida passa pelos nossos olhos como um filme, é real ou não passa de lenda, balela, história-pra-boi-dormir? Pensando nisso cheguei à conclusão de que, se fosse mesmo verdade, o meu filme passaria bem rápido, tipo um curta-metragem. Não só devido aos poucos quase dezessete anos vividos por mim, mas pela quantidade ínfima de coisas dignas de serem relembradas na hora da morte, feitas por mim. Realmente não acho que tenha feito alguma coisa memorável, pelo menos até hoje.
Eu tenho planos, sim. E às vezes até me pego pensando no futuro. Trabalho, dinheiro; família, casamento-filhos (?); velhice, rugas. E se nada disso chegar a acontecer? E se eu não conseguir estudar tanto quanto queria, e não me formar pra receber o quanto acho que mereceria? E se não tiver aprendido a amar ainda, e não encontrar ninguém que me suporte, e não suportar ninguém? E se eu não tiver filhos e morrer sozinha, sem deixar ninguém que sinta minha falta? E se tiver filhos que não sentirão minha falta quando eu morrer? E se eles morrerem antes de mim?
É lugar-comum dizer que o futuro a deus pertence. Mesmo que você seja tão cético quanto uma porta, provavelmente já tenha dito isso num lapso de memória. O caso é que todos nós sabemos que o futuro é uma eterna dúvida, pelo menos até que ele chegue. Se você pensar que ele nunca chega - afinal, nós vivemos o presente - então sua vida tende a perder parte do sentido (se é que ela tem um). A minha não tem, então eu poderia me considerar privilegiada por não estar perdendo nada. Mas o medo de perder o que se tem ainda é melhor do que o de nunca encontrar nada pra ter. Confesso que o meu se encaixa no segundo tipo.
E esse medo dói, aflige, angustia. Esse medo corrói sua esperança e transforma o futuro - tão esperado e preparado pelo seu vizinho - numa esquina escura, perigosa, mas que você já conhece. É a esquina da sua casa, da sua vida, por onde você passa todos os dias, ao menos duas vezes. E onde espera que o futuro seja um presente um pouco mais certo, menos incerto, mais seguro, menos inseguro. Onde você espera que, num presente em que o futuro seja apenas a morte, não o adiamento dela, você possa colocar sua cadeira na varanda e ver o futuro chegar para o seu vizinho.
Escrito em 24 de abril de 2005. É como olhar uma fotografia antiga, as roupas estranhas - no caso, idéias estranhas. O antigo, tão antiquado. Uma versão de si mesmo, fora de moda.
Eu tenho planos, sim. E às vezes até me pego pensando no futuro. Trabalho, dinheiro; família, casamento-filhos (?); velhice, rugas. E se nada disso chegar a acontecer? E se eu não conseguir estudar tanto quanto queria, e não me formar pra receber o quanto acho que mereceria? E se não tiver aprendido a amar ainda, e não encontrar ninguém que me suporte, e não suportar ninguém? E se eu não tiver filhos e morrer sozinha, sem deixar ninguém que sinta minha falta? E se tiver filhos que não sentirão minha falta quando eu morrer? E se eles morrerem antes de mim?
É lugar-comum dizer que o futuro a deus pertence. Mesmo que você seja tão cético quanto uma porta, provavelmente já tenha dito isso num lapso de memória. O caso é que todos nós sabemos que o futuro é uma eterna dúvida, pelo menos até que ele chegue. Se você pensar que ele nunca chega - afinal, nós vivemos o presente - então sua vida tende a perder parte do sentido (se é que ela tem um). A minha não tem, então eu poderia me considerar privilegiada por não estar perdendo nada. Mas o medo de perder o que se tem ainda é melhor do que o de nunca encontrar nada pra ter. Confesso que o meu se encaixa no segundo tipo.
E esse medo dói, aflige, angustia. Esse medo corrói sua esperança e transforma o futuro - tão esperado e preparado pelo seu vizinho - numa esquina escura, perigosa, mas que você já conhece. É a esquina da sua casa, da sua vida, por onde você passa todos os dias, ao menos duas vezes. E onde espera que o futuro seja um presente um pouco mais certo, menos incerto, mais seguro, menos inseguro. Onde você espera que, num presente em que o futuro seja apenas a morte, não o adiamento dela, você possa colocar sua cadeira na varanda e ver o futuro chegar para o seu vizinho.
Escrito em 24 de abril de 2005. É como olhar uma fotografia antiga, as roupas estranhas - no caso, idéias estranhas. O antigo, tão antiquado. Uma versão de si mesmo, fora de moda.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Às vezes, não sei se é melhor que as coisas aconteçam e dêem errado, ou que simplesmente não aconteçam. Livros de auto-ajuda, correntes de e-mail e sua amiga mais bem intencionada diriam que é melhor que tenha acontecido, mesmo que nada tenha dado certo. Ao menos, você soube como era, viu/ouviu/sentiu. E se não deu, não era pra ser, bola pra frente, foi o destino, e tantos outros clichês que caberiam aqui. Não tenho tanta certeza.
Talvez, teria sido melhor ficar com a fabulazinha na cabeça, aquela que ficava ali latente, que fazia suspirar só quando era acionada, sem maiores danos. Pelo menos, ela não ficava rondando sua cabeça o tempo todo, como um zumbido chato que não se deixa esquecer.
Agora você ouve a mesma música mil vezes, fica rabiscando trechos desconexos em qualquer pedaço em branco no papel, olhando pro nada e imaginando, imaginando. Pronto, era o que você queria. Você perdeu o controle, garota. Não é mais você quem determina o caminho que as coisas irão tomar. Satisfeita?
Tudo bem, você tem razão. A situação não é tão crítica, estou sendo dramática - mais uma vez. É que eu te aviso tanto e sempre, e você insiste em não ouvir. Tá, é verdade, você sempre ouve. Mas quando não ouve, olha o que acontece! Agora quem tem que dividir o espaço da sua cabeça pequena sou eu. Não é uma questão de egoísmo, mas você sabe, é onde eu moro. Não é justo que coloque um intruso aqui e me obrigue a conviver com alguém que eu mal conheço. Principalmente alguém assim, tão espaçoso.
Olha, não quero parecer chantagista, mas você vai ter que escolher. Ele ou eu. Mas cuidado, hein? Lembre-se da história do velho, aquele que morreu só porque já era velho demais pra viver. Você não quer morrer antes disso, não é? E não esqueça o guarda-chuva.
Talvez, teria sido melhor ficar com a fabulazinha na cabeça, aquela que ficava ali latente, que fazia suspirar só quando era acionada, sem maiores danos. Pelo menos, ela não ficava rondando sua cabeça o tempo todo, como um zumbido chato que não se deixa esquecer.
Agora você ouve a mesma música mil vezes, fica rabiscando trechos desconexos em qualquer pedaço em branco no papel, olhando pro nada e imaginando, imaginando. Pronto, era o que você queria. Você perdeu o controle, garota. Não é mais você quem determina o caminho que as coisas irão tomar. Satisfeita?
Tudo bem, você tem razão. A situação não é tão crítica, estou sendo dramática - mais uma vez. É que eu te aviso tanto e sempre, e você insiste em não ouvir. Tá, é verdade, você sempre ouve. Mas quando não ouve, olha o que acontece! Agora quem tem que dividir o espaço da sua cabeça pequena sou eu. Não é uma questão de egoísmo, mas você sabe, é onde eu moro. Não é justo que coloque um intruso aqui e me obrigue a conviver com alguém que eu mal conheço. Principalmente alguém assim, tão espaçoso.
Olha, não quero parecer chantagista, mas você vai ter que escolher. Ele ou eu. Mas cuidado, hein? Lembre-se da história do velho, aquele que morreu só porque já era velho demais pra viver. Você não quer morrer antes disso, não é? E não esqueça o guarda-chuva.
domingo, 10 de dezembro de 2006
ansiedade - do Lat. anxietate. s. f. dificuldade de respiração; opressão; angústia; inquietação de espírito; desejo veemente; impaciência.
É chegar adiantado ao momento seguinte, atrasar-se para o presente; e ainda assim, faltar ao futuro. É pensar sempre no que não aconteceu, e no que, talvez, acontecerá. É uma infinidade de probabilidades que põe em risco todas as possibilidades. É chato e incomoda mais que um elefante.
Hey, been trying to meet you. Hey, must be a devil between us or whores in my head, whores at my door, whores in my bed.
É chegar adiantado ao momento seguinte, atrasar-se para o presente; e ainda assim, faltar ao futuro. É pensar sempre no que não aconteceu, e no que, talvez, acontecerá. É uma infinidade de probabilidades que põe em risco todas as possibilidades. É chato e incomoda mais que um elefante.
Hey, been trying to meet you. Hey, must be a devil between us or whores in my head, whores at my door, whores in my bed.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Ímpar
Quase. Parece fácil, mas não é. Aliás, é até mais difícil que tudo e nada. É quase, por pouco. É uma linha, o muro, é lá nem cá. E quem disse que se equilibrar é simples? Não tem cama elástica lá embaixo. Fácil é ficar olhando do chão, com os pés bem firmes, achando graça da quase queda do equilibrista.
Pode ser meio também. Quem sabe, quase-meio? Não chega nem à metade, é pouco. Mas por que tem que ser muito? Não precisa ser sempre intenso, inteiro. Pouco às vezes é suficiente. Sobrar pode ser desperdício. Há quem diga que homeopatia funciona.
E se eu sou quase bonita, ou meio feia, um pouco inteligente, meio magra e um tanto estranha. Se os olhos são só um pouco verdes, o nariz meio grande, e o humor quase bom. Se não sou muito educada e falo palavrão, e às vezes fico um pouco desagradável. Talvez ande quase rápido e um pouco curvada, olhando pra algum lugar que não seja a frente. Pode ser que tenha um pouco de medo.
Gosto pouco, penso muito. Algumas coisas não têm meio. Outras, quem sabe, resolvam tornar-se pares, dividam-se em/por dois. E talvez eu seja uma das metades. De meio em meio, um dia, eu fico inteira.
Quase. Parece fácil, mas não é. Aliás, é até mais difícil que tudo e nada. É quase, por pouco. É uma linha, o muro, é lá nem cá. E quem disse que se equilibrar é simples? Não tem cama elástica lá embaixo. Fácil é ficar olhando do chão, com os pés bem firmes, achando graça da quase queda do equilibrista.
Pode ser meio também. Quem sabe, quase-meio? Não chega nem à metade, é pouco. Mas por que tem que ser muito? Não precisa ser sempre intenso, inteiro. Pouco às vezes é suficiente. Sobrar pode ser desperdício. Há quem diga que homeopatia funciona.
E se eu sou quase bonita, ou meio feia, um pouco inteligente, meio magra e um tanto estranha. Se os olhos são só um pouco verdes, o nariz meio grande, e o humor quase bom. Se não sou muito educada e falo palavrão, e às vezes fico um pouco desagradável. Talvez ande quase rápido e um pouco curvada, olhando pra algum lugar que não seja a frente. Pode ser que tenha um pouco de medo.
Gosto pouco, penso muito. Algumas coisas não têm meio. Outras, quem sabe, resolvam tornar-se pares, dividam-se em/por dois. E talvez eu seja uma das metades. De meio em meio, um dia, eu fico inteira.
domingo, 3 de dezembro de 2006
sábado, 2 de dezembro de 2006
Você está passando por um momento difícil? Calma. Vai passar. Olhe, não fique assim, não, vai passar. Eu sei como dói. É horrível. Eu sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente não é um bom lugar pra se estar. (Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido, "hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu").
Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores e a vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás.
Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, esse chumbo na sua garganta, essa sensação de que pegaram a sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou.
Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é uma bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar fundo nos olhos de quem a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa.
Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz.
Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.
Não, não é auto-ajuda. É Antonio Prata, o guru da minha adolescência - aquela época em que eu era leitora assídua de Capricho - que respondeu minhas perguntas sem resposta e tornou a terapia desnecessária, e com quem eu jurei um dia me casar. Não leio mais Capricho, e talvez por isso às vezes me esqueça que a adolescência ainda não acabou. E que as perguntas sem resposta não se restringem à adolescência, duram a vida toda.
Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores e a vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás.
Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, esse chumbo na sua garganta, essa sensação de que pegaram a sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou.
Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é uma bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar fundo nos olhos de quem a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa.
Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz.
Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.
Não, não é auto-ajuda. É Antonio Prata, o guru da minha adolescência - aquela época em que eu era leitora assídua de Capricho - que respondeu minhas perguntas sem resposta e tornou a terapia desnecessária, e com quem eu jurei um dia me casar. Não leio mais Capricho, e talvez por isso às vezes me esqueça que a adolescência ainda não acabou. E que as perguntas sem resposta não se restringem à adolescência, duram a vida toda.
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